18 setembro, 2007




*Cap Creu*


Uma mesa
Dois copos de vinho
Uma vista para o mundo

Tudo o que quero...



18 agosto, 2007











16 agosto, 2007



Toda la noche he dormido contigo
junto al mar, en la isla.
Salvaje y dulce eras entre el placer y el sueño,
entre el fuego y el agua.



Vou sentir a falta dos teus braços...


12 agosto, 2007

Retratos da Croácia
























Colors




























Sunset























11 agosto, 2007








Caminho*

[Mais do que...]


faixa por onde se vai de um lugar para outro
estrada
via
atalho
destino
direcção
distância
espaço que se percorreu

















Caminho**


viagem
por estradas de sentidos
por trilhos de deliciosas pausas
por rumos em que a velocidade não tem de ser sempre crescente
em que cada pedaço de caminho tem sentido
em que cada pedaço de caminho é sentido
em que o essencial é o meio e em que o fim não se faz pesar
em que os imprevistos não são entraves
em que permanece o desejo de desvendar
de caminhar
através do mundo
por ti
por mim
por nós













10 agosto, 2007

Como é que deixaste que anoitecesse?






...
existem artesãos da alma
que levantam e pesam e preparam
certos dias amargos ou preciosos
que de repente chegam à porta
para premiar-nos
com uma laranja
ou assassinar-nos de imediato.




26 julho, 2007










21 julho, 2007






a primeira memória, de entre todas
um combóio para Aveiro e a avó a tirar a tampa do copo de leite com chocolate para eu beber à janela
a primeira,
segunda e muitas de todas as seguintes
memórias da infância passada com os avós
das férias em Lisboa em que os fazia correr a Baixa para encontrar sobremesas de ovos moles, das feiras onde comprava livros da Anita em segunda mão, da cidade percorrida de ponta a ponta, das noites em que íamos à Revista e eu me fascinava com o espectáculo de plumas e luz, com a noite em que íamos à Feira Popular e eu saltava em castelos insufláveis até chegar à lua, das visitas às "primas" a quem eu fugia dos beijos repenicados, das tardes de praia no Estoril com o avô a olhar-nos da esplanada, sem nunca por um pé na areia.
saudades dos dias passados em casa, das receitas feitas a meias com a avó, de brincar às mercearias com a balança antiga com dois pratos e pesinhos, das roupas feitas para as bonecas, da fabrica de bolos feitos de areia, da aletria que o avô fazia sempre com açúcar para lá da conta, do avô a praguejar para a televisão sempre que apareciam pretos ou o Cavaco. Ainda hoje ainda levanta uma mão com ar zangado sempre que vê aparecer na tv o nosso presidente... das histórias antes de dormir pedidas vezes sem conta "conta-me mais uma historinha do meu pai!!!"

das matinés de cinema com o avô e dos intervalos passados a correr e a rastejar entre as cadeiras, tanto que o avô ficava atrapalhado e desistia de me tentar sentar. das outras idas ao cinema com os avós ver filmes de gente grande em que não percebia quase nada e a avó me contava a história baixinho. do cinema paraíso, que vou associar sempre ao avô.

dos passeios no parque, em que levava a saca de pão para atirar aos patos e às pombas. das idas ao Palácio de Cristal para ver o macado e os pavões.

da colher de sopa que era sempre a mesma, do doce de abóbora que só eu é que gosto na familia. de tudo isto ainda hoje.
do orgulho dos avós sempre que as notas saíam
do sorriso nos olhos sempre que eu chegava
sempre que eu chego
mesmo hoje
quando já tanta coisa mudou
tão repentinamente e para sempre
com o avô a lembrar-se de mim só com os olhos, que continuam a brilhar
e com a avó a querer que ele se lembre de mais e a lembrar-lhe histórias ao ouvido
o avô sem passado, só com o presente, minuto a minuto. e a avó a quem foi roubado o presente e que ficou apenas com as memórias do passado
e com alguns segundos, em que o avô me diz meio aflito que estou uma mulher e que não posso arranjar um desses homens malucos que me faça mal. e em que diz que sou a coisa mais bonita deste mundo.
e em que eu,
aos olhos dele,
acredito.











O bilhar, afinal, é um jogo de sorte...




20 julho, 2007






queria subir e gritar
novas formas de dizer amor





19 julho, 2007

























18 julho, 2007





Demoras(-te) ainda...?




 
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